Jovens Igreja do Deus Forte

Farto de Falsas Promessas de Vitória?

Reproduzo neste post trechos da introdução do livro, que considero tão missional que abri mão de receber um centavo sequer pelos direitos autorais. Essa é uma obra para quem quer entender exatamente o significado de “vitória” na Bíblia, para não se deixar enganar por pregações, livros, CDs e DVDs mentirosos, que prometem o que as Escrituras não prometem. É para quem não quer se deixar enganar e deseja alertar seus irmãos contra os lobos travestidos de cordeiro que pregam uma falsa vitória e um falso evangelho. Hoje reproduzo trechos da Introdução de “A Verdadeira Vitória do Cristão”. Segue abaixo:

“A vitória é nossa, pelo sangue de Jesus!” Na igreja em que me converti ao Evangelho de Jesus Cristo, essa frase tradicionalmente encerrava todos os cultos, sob a batuta do celebrante e ecoada em alta voz por toda a congregação. Como um grito de guerra triunfal, garantia a todos os presentes uma subentendida vida vitoriosa, sem derrotas, de plenitude de conquistas, uma linha ascendente de êxito. Independentemente do seu significado teológico preciso, a afirmação – que é verdadeira e bíblica – era interpretada pelos membros da igreja como uma promessa de bênção no dia a dia de cada cristão. Sim, a vitória é nossa: na compra do carro, no dinheiro para o aluguel, na cura da doença, na libertação do marido alcoólatra, na conversão do filho traficante, no ganho da causa na justiça, na conquista do emprego e em todas as outras necessidades que tenhamos nesta vida – inclusive financeira. Líquido e certo.

Nos meus primeiros tempos como convertido, considerei aquilo fascinante e empolgante. Agora eu fazia parte de um grupo de elite para quem Jesus tinha conquistado a vitória ao dar seu sangue e minha vida prometia ser colorida, espetacularmente abençoada. Tudo de que eu precisava era ter fé e confiar que “a vitória já é certa”, e, com isso, “tomar posse da vitória” – porque, afinal, “sou filho do Rei!”.

Essa compreensão ganhava robustez a cada nova pregação a que eu assistia sobre vitória e toda vez que eu via programas ditos “evangélicos” na TV ou entrava nas livrarias do segmento. Afinal, a enxurrada de DVDs, livros, CDs de pregação e similares que traziam em seus títulos e temas a questão da vitória do crente em Jesus me soterrava o tempo todo com a certeza de que nasci para “ser cabeça e não cauda” e, seguindo a fórmula mágica aprendida com “lições de vitória” da vida de personagens bíblicos, teria os caminhos desimpedidos e a estrada para o sucesso e a tranquilidade escancarada à minha frente. Sim, a vitória era minha! (…) Ou seja: Jesus me garantia vitória, não importando o problema que eu tivesse. Cem por cento certo.

Porém, o tempo foi passando e comecei a perceber uma triste realidade, que em geral nós, cristãos, fingimos que não vemos ou então disfarçamos, mudamos de assunto. Inúmeras vezes, a compra do carro não sai como queremos, não conseguimos dinheiro para o aluguel, pessoas descem ao leito de morte sem nunca terem obtido a cura da doença, o marido permanece alcoólatra, o filho traficante é fuzilado sem ter se convertido, perde-se a causa na justiça, a empresa onde se desejava o emprego dá uma resposta negativa e muitas outras necessidades ou desejos que tenhamos nesta vida nunca são satisfeitos. Muitos financeiramente pobres se convertem ao Cristianismo, vivem uma vida de fé autêntica, sendo pobres, e deixam esta vida tão pobres como antes. Constatar esse fato foi um choque. Se Deus garantia a mim e a meus irmãos a vitória nesta vida, como explicar que diariamente eu e eles tivéssemos de encarar situações que evidenciavam a “derrota” em uma série de circunstâncias?

Explicações vinham de todos os lados, a maioria nada convincente: a fé foi pequena, Satanás sabotou minha bênção, eu não decretei a vitória, não pedi direito, não “tomei posse” da bênção e por aí vai. Com o tempo e a observação dos fatos inquestionáveis do cotidiano, essas explicações começaram a ganhar um sabor inconfundível de desculpa esfarrapada. E, se era garantido que eu teria a vitória se obedecesse aos “passos” ensinados e eu não a tinha em muitas situações, certamente a culpa era minha e não de Deus. Logo, vinham culpa, traumas e a sensação de derrota, incapacidade, incompetência. Se eu não saía “vitorioso” de alguma batalha, eu era o miserável responsável, um cristão incompleto, incompetente, néscio, inferior. Deus com certeza estava decepcionado comigo, pois Ele me dera a vitória e eu não conseguira – ou soubera – “tomar posse da bênção”. Muito pior era quando eu seguia à risca as “lições de vitória” e dava todos os “sete passos para vencer”, comparecia aos sete dias da “campanha da vitória”, mas não alcançava meus objetivos. O que, aos olhos daqueles ensinamentos, faziam de mim um derrotado total. E comecei a reparar que isso também acontecia com os irmãos ao meu redor. (…)

Foi então que pulou ante meus olhos a percepção de que “a vitória é nossa, pelo sangue de Jesus” não significava exatamente o que tinham me ensinado. A frase era correta segundo a Bíblia, mas seu sentido parecia não ter coerência. Decidi, então, ignorar os livros triunfalistas de autoajuda de televangelistas famosos que trazem “vitória” no título e investigar a fundo o significado desse conceito.

Para isso, comecei um extenso e demorado estudo do tema na Bíblia, buscando analisar os contextos e procurando o entendimento até mesmo nos originais. Espantei-me com o que encontrei. O resultado que apresento neste livro me surpreendeu principalmente por estar tão distante daquilo que a Igreja evangélica brasileira passou a ensinar. (…)

As constatações desse estudo estão expostas ao longo das próximas páginas. São conclusões que vão de encontro ao que vem sendo pregado nas igrejas evangélicas brasileiras, em especial nas neopentecostais, por aqueles que praticam o que passei a chamar de vitoriolatria – o culto à vitória. (…)

Este livro tem dois objetivos básicos. Primeiro, mostrar que não existem fórmulas para a vitória. De nada adianta seguir manuais evangélicos, pregações, livros, CDs e DVDs que prometem ensinar o caminho seguro para se alcançar o triunfo nas necessidades e lutas da nossa vida. Segundo, identificar qual é o real significado de vitória de acordo com a Bíblia.
Para construir esta obra, percorremos mais de 160 versículos bíblicos, investigamos muitas páginas de obras cristãs, exploramos regras de exegese e hermenêutica, viajamos aos tempos do Cristianismo primitivo. Aqui apresento em linguagem fácil e acessível a qualquer um cada passo da investigação, que é bastante detalhada. Mas que precisa ser assim, uma vez que a compreensão de verdades espirituais não pode ser feita, como é moda atualmente no Brasil, na base do achismo e de fórmulas fáceis. Muitas das quais correm por fora das verdades bíblicas.”

Fonte: apenas1

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