Jovens Igreja do Deus Forte

Fim dos Tempos

Infelizmente

Os últimos acontecimentos no meio “evangélico” brasileiro onde o Evangelho de Cristo foi relativizado por alguns, me levaram as seguintes conclusões:

Infelizmente alguns dos evangélicos não querem mais as doutrinas da graça, preferem prosperidade a qualquer preço.

Infelizmente alguns dos evangélicos não querem mais adorar a Deus, querem shows.

Infelizmente alguns dos evangélicos abandonaram as verdades do evangelho, preferem promessas!

Infelizmente  alguns dos evangélicos não querem mais pregar sobre arrependimento, querem vitória a qualquer preço.

Infelizmente alguns dos evangélicos não querem mais viver uma vida de quebrantamento, querem determinar as bênçãos de Deus.

Infelizmente alguns dos evangélicos  não querem mais as Escrituras Sagradas, preferem “o reteté de Jeová”.

Infelizmente alguns dos evangélicos não querem mais pregar o evangelho, preferem um cristianismo “cabalistico” cheio de números.

Infelizmente alguns dos evangélicos  não querem mais ser chamados de servos, preferem o titulo de apóstolo.

Infelizmente alguns dos evangélicos não querem mais viver uma vida simples, querem ser apóstolos.

Infelizmente alguns dos evangélicos não querem mais a mensagem libertadora da Cruz de Cristo, querem quebrar maldições hereditárias.

Infelizmente alguns dos evangélicos não querem mais a previdência divina, querem primicias.

Infelizmente alguns dos evangélicos não querem mais a graça, querem vender indulgências.

Infelizmente  alguns dos evangélicos não querem mais servir a Deus como mordomos, querem fazer de Deus o seu gênio da lâmpada mágica.

Dias dificeis os nossos!

“E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.” (II Pedro 2 :3)

Pense nisso!

Fonte: Renato Vargens


Síndrome de Nimrode

Quando Deus criou o homem, o fez com um propósito. Ele desejava que este se espalhasse por toda a terra, levando a sua imagem, semelhança e glória (Gn 1.8). Foi em Gênesis 11.4 que os homens se rebelaram contra o designo e decidiram fincar o pé em um lugar só ao invés de se espalhar. Eles desejaram ter seus nomes conhecidos em um crescimento localizado. Liderados por Nimrode, estes homens se ajuntaram em Babel, com o intuito de fazer notória e grandiosa a sua obra a fim de obter fama ao invés de se espalharem sobre a terra. Algo muito semelhante pode ser visto na igreja brasileira contemporânea. A cada dia que passa, podemos perceber um maior número de pastores, líderes e denominações acometidos da síndrome de Nimrode. Eles desejam a fama antes de qualquer coisa, querem tornar seus nomes conhecidos, levantar a bandeira dos seus ministérios, exaltar suas denominações, tudo isso através da construção se suntuosos templos, formando ao redor de si um império, ao invés de se preocuparem em levar a glória do evangelho aos continentes e ilhas remotas.

O plano de Deus, de Gênesis ao Apocalipse, sempre foi resgatar a humanidade perdida em todos os cantos da terra. Vemos no capítulo 12 de Gênesis a revelação do evangelho para todas as famílias da terra. Todos os povos da terra seriam abençoados em Abraão (Gl 3.6-8). Infelizmente os seus descendentes, a linhagem de Israel, cometeram o grave erro de pensar que Deus era propriedade exclusiva deles; esta nação jamais teve uma visão missionária como Deus queria. O que segue então é a história de um povo que, apesar de escolhido por Deus, conseguiu distanciar-se do Criador e do seu plano para as suas vidas, apropriando-se da Lei de Deus – que tem como base o amor (Mt 22.37-40) – e transformando em uma religião legalista e exagerada, que promove mais escravidão que libertação. Israel enfurnou-se, trancou a porta da salvação para eles e para outros, e ao invés de proclamar a glória de Deus entre os povos (Sl 67.2-3; Sl 96.1-3), passou a odiar os gentios e samaritanos.

É impossível fazer uma leitura do episódio do Antigo Testamento e não traçar um paralelo com a igreja brasileira contemporânea. Infelizmente, nossos pastores estão mais preocupados em construir impérios do que contribuir com o reino de Deus. A maioria não quer investir em missões simplesmente porque a igreja fundada no exterior não pode ser legalmente incluída no patrimônio da igreja mãe. Não bastasse isso, existe ainda o preconceito. Conheço um missionário que, depois de um período de grande escassez no campo, regressou a sua igreja com um pedido de auxilio financeiro. O pastor, entre tantas desculpas que poderia ter dado, preferiu ser franco, direto: “Eu vou pegar o dinheiro da igreja e gastar com índios? Larga mão de mexer com esse povo e vem logo pra cá, porque aquilo lá não é gente não! Eu vou investir aqui, onde o meu povo pode ver”. Basta um par de horas conversando com este missionário para perceber a profunda ferida gerada por este pastor. Passaram-se dois anos e a chaga ainda não cicatrizou.

Tal como Nimrode, a igreja brasileira (salvo raríssimas exceções) já não possui nenhuma noção do Reino dos Céus, mas continua a congregar-se ao redor dos edifícios (caríssimos), pensando que eles servirão de ponte entre Deus e nós (Gn 11.4). Não existe preocupação com valores espirituais: nossas comunidades só se preocupam com bens materiais, com cargos e poder. Nós confinamos Deus ao nosso gueto denominacional, e não estamos dispostos a ser espalhados pelo mundo a levar o evangelho de Cristo.

Mas para onde este descaminho irá nos levar? Creio que a resposta a essa questão pode ser encontrada na própria bíblia. Jesus declarou que muitos judeus tinham se tornando filhos do próprio diabo (Jo 8.44), tudo porque eles não estavam interessados em entrar no céu, nem facilitavam a entrada de outros.

Desperta, igreja! Desperta!

Fonte: Púlpito Cristão


Nossa Única Esperança

David Wilkerson


Das Crises Mundiais ao Gigante Mundial

Três tipos de crises mundiais forçam a unidade das nações: a crise ambiental, o terrorismo internacional e as crises econômicas. Nesse sentido, alguém declarou: “Estamos sendo arrastados em direção à nova ordem mundial, empurrados pela histeria climática, esmagados pelas finanças”. A crise mais recente que nos atingiu foi a crise financeira mundial…

Antes de tratarmos de um tema polêmico, seguindo a orientação de Tiago 5.1-9, quero enfatizar que, em princípio, a riqueza não é proibida pela Bíblia. Conhecemos homens da Bíblia que eram ricos, como o bem-sucedido Filemom, os ricos patriarcas e o bilionário Davi. Se meus cálculos estiverem corretos, o rei Davi, por exemplo, possuía cerca de 3.400 toneladas de ouro e 34.000 toneladas de prata, que colocou à disposição para a construção do templo (1 Cr 22.14). E ele não ficou mais pobre por isso. A Bíblia não proíbe a riqueza, mas adverte acerca dos perigos que ela representa e lamenta seu uso fora da vontade de Deus (Mc 4.19; Lc 12.15; At 5.4; Cl 3.5-6; 1 Tm 6.9-10,17; 2 Pe 2.14-15).

1. Um sinal dos últimos dias

“Tesouros acumulastes nos últimos dias” (Tg 5.3).

A palavra profética de Deus conecta os tempos finais com o mundo financeiro. Este é um sinal dos últimos tempos. O setor financeiro terá um papel significativo nestes dias e será um tema dominante. Não creio que Tiago 5 trate apenas de indivíduos ricos, que sempre existiram, mas de um mundo enriquecido e de nações economicamente ricas, como as de hoje. O cenário predito na Bíblia condiz com o mundo financeiro dos últimos dias.

Alguns exemplos:

A última hora

“Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente. Filhinhos, já é a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também, agora, muitos anticristos têm surgido; pelo que conhecemos que é a última hora” (1 Jo 2.15-18).

Os grandes bancos, que obtiveram lucros bilionários, ainda assim demitiram e estão demitindo milhares de empregados.
.

Nossa época, como nenhuma outra, é determinada por emoções, imagens e pela ostentação de riqueza e poder. Heinz Schumacher, na sua tradução da Bíblia [para o alemão], traz a seguinte explicação sobre “soberba da vida” (v.16): “Vangloriar-se daquilo que a pessoa é, do que tem e do que pode em sua vida terrena”.[1] O comentário bíblico de Menge diz que a “soberba da vida” é “orgulho como postura de vida (ou: gabar-se da fortuna, exibir-se com dinheiro, a pompa terrena)”.

Com certeza, é muito significativo o fato de João ligar o mundo financeiro e sua derrota futura com a “última hora” e o “Anticristo” que virá. Ele o faz de modo semelhante a Tiago, que fala dos “últimos dias” nesse contexto. João também é o escritor do Apocalipse, e justamente quando trata da união mundial anticristã e da derrocada da Babilônia financeira, ele repetidamente menciona esta hora (Ap 18.10,17,19).

Jeroboão

A história de Jeroboão é relatada a partir de 1 Reis 11. Ele levou o povo a descaminhos como nenhum outro antes dele. Por isso ele é um tipo de Anticristo. E o Israel do seu tempo exemplifica um povo que, nos últimos dias, deixar-se-á seduzir novamente. Jeroboão provocou uma revolta, dividiu o reino e tomou dez tribos para si. Conseguiu ser declarado rei sobre Israel (dez tribos). Erigiu um bezerro de ouro em Betel e outro em Dã, uma contraposição ao serviço a Deus no templo em Jerusalém. Jeroboão instituiu um sacerdócio falso e mudou até mesmo as datas da festa dos Tabernáculos. “Pois, quando ele rasgou a Israel da casa de Davi, e eles fizeram rei a Jeroboão, filho de Nebate, Jeroboão apartou a Israel de seguir o Senhor e o fez cometer grande pecado” (2 Rs 17.21).

Os atos de Jeroboão foram tão terríveis que a Bíblia repetidamente fala do “pecado de Jeroboão”. Porém, é interessante ler o seguinte a respeito desse homem: “Ora, vendo Salomão que Jeroboão era homem valente e capaz, moço laborioso, ele o pôs sobre todo o trabalho forçado da casa de José” (1 Rs 11.28).

Um “último Jeroboão” se levantará sobre Israel e sobre o mundo, e ele também fará com que tudo gire em torno de finanças.

A ira de Deus por causa do dinheiro

“Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; por estas coisas é que vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência” (Cl 3.5-6).

Essa ira de Deus não se refere ao Dia do Juízo, mas à Tribulação futura mencionada no Apocalipse, algo que Isaías também liga com a Babilônia dos últimos tempos (Is 13.1,9-13; cf Sf 2.2-3; Rm 1.18; Ap 6.16-17).

O que será essa “idolatria” da qual o Apocalipse tanto fala, e da qual as pessoas não se arrependerão (Ap 9.20-21)? Haverá novamente ídolos de pedra ou madeira para serem adorados, ou o objeto de culto será algo mais moderno? Basta lembrar que a carta aos Colossenses chama a avareza de idolatria e enfatiza que, por sua causa, a ira de Deus virá sobre o mundo desobediente (Cl 3.5-6) e que o Apocalipse descreve essa ira de Deus – então saberemos que idolatria é essa: a dança ao redor do bezerro de ouro (o mundo financeiro) nos tempos finais. “Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria” (Cl 3.5; NVI).

Pelo visto, acumular dinheiro, esbanjá-lo e exibi-lo será um fenômeno característico dos tempos finais.

2. A atualidade das afirmações proféticas

Em princípio, a riqueza não é proibida pela Bíblia. O rei Davi era bilionário; entre outros bens, ele possuía cerca de 3.400 toneladas de ouro.
.

“Tesouros acumulastes nos últimos dias… Tendes vivido regaladamente sobre a terra; tendes vivido nos prazeres; tendes engordado o vosso coração, em dia de matança; tendes condenado e matado o justo, sem que ele vos faça resistência” (Tg 5.3,5-6).

O cumprimento total do versículo 6 está reservado para a Grande Tribulação futura, mas o que está descrito nos versículos 3 e 5 já é perfeitamente visível nos dias de hoje. A região da antiga Babilônia está se transformando numa nova Babilônia – basta ver o desenvolvimento de Dubai. Essa região mostra ao mundo inteiro o quanto a Bíblia é atual.[2]

As chamadas “oligarquias” também voltaram a ter destaque desde a década de 90. O termo oligarquia deriva do grego do tempo de Platão (427-347 a.C.), e descreve o “governo sem lei dos ricos que só pensam em seu próprio benefício. Assim como a aristocracia, é o governo de poucos, com a diferença de que a aristocracia, ao contrário da oligarquia, é considerada como um governo legal, voltado ao bem comum”. É interessante considerar que, desde a década de 90, essa palavra voltou a ser significativa na Rússia. Ela refere-se a empresários “que em geral são suspeitos de terem obtido grande riqueza e influência política por meios escusos durante o período caótico que se seguiu ao fim da União Soviética”.[3]

A respeito, li:

…em apenas 10 anos, alguns russos entraram, da noite para o dia, para o clube mundial dos hiper-ricos. Sem escrúpulos, tiraram proveito da transição do sistema comunista para um novo sistema capitalista, garantindo para si, a preço de banana, o filé da economia russa. Estes assim chamados “oligarcas” são os vencedores de um enorme “Banco Imobiliário” (…) Os antigos administradores soviéticos mostraram-se extremamente adaptáveis, descartando rapidamente a sua ideologia e privatizando as estatais para dentro de seus próprios bolsos. (…) Os banqueiros da primeira hora ganharam milhões em dinheiro público com especulação e câmbio, sem correr grandes riscos. Apenas, não concediam muitos empréstimos. Na primeira metade da década de 90, os banqueiros eram a elite da oligarquia. (…) Na fase inicial, a propriedade das estatais foi distribuída amplamente entre a população, por meio de certificados de participação. Essa distribuição foi teórica, pois logo os antigos administradores e os novos ricos tinham garantido essas empresas para si. Isso foi possível graças à hiperinflação e à crise”.[4]

“Tesouros acumulastes nos últimos dias!”.

O manuseio injusto de dinheiro e poder

“Eis que o salário dos trabalhadores que ceifaram os vossos campos e que por vós foi retido com fraude está clamando; e os clamores dos ceifeiros penetraram até aos ouvidos do Senhor dos Exércitos” (Tg 5.4).

• A renda mensal média dos cidadãos de Dubai é de 2.400 euros; já o salário dos trabalhadores estrangeiros, que cumprem jornadas de 15 horas por dia, sob uma temperatura de 40 graus à sombra, é de apenas 100 euros. Esses são os escravos de hoje.[5]

• A oligarquia, nome para um governo sem lei exercido pelos ricos, só tem seu próprio benefício em vista, e não se importa com o bem comum.

• Os grandes bancos, que obtiveram lucros bilionários, ainda assim demitiram e estão demitindo milhares de empregados.

• No final de novembro de 2008, a União Européia (UE) decidiu reduzir drasticamente as subvenções para os agricultores europeus, privando-os de uma receita importante para a manutenção de seus empreendimentos.

O colapso econômico foi predito

No Portão de Brandenburgo (em Berlim) 200.000 pessoas aclamaram Barack Obama, mesmo sem conhecer seu programa de governo.
.

“Atendei, agora, ricos, chorai lamentando, por causa das vossas desventuras, que vos sobrevirão. As vossas riquezas estão corruptas, e as vossas roupagens, comidas de traça; o vosso ouro e a vossa prata foram gastos de ferrugens, e a sua ferrugem há de ser por testemunho contra vós mesmos e há de devorar, como fogo, as vossas carnes. Tesouros acumulastes nos últimos dias” (Tg 5.1-3).

O repentino colapso financeiro é um exemplo para o Dia do Senhor, que sobrevirá ao mundo como um ladrão à noite. Justamente no meio de um pico econômico, quando todos estavam otimistas, veio o crash, a crise financeira atual. A miséria e a aflição literalmente desabaram sobre o mundo das finanças. Grandes setores industriais (indústria automobilística) ruíram, e os bancos se tornaram devedores. De uma hora para outra, a recessão e a depressão se tornaram os assuntos do dia nos países mais ricos. Bilionários e suas famílias perderam grandes fortunas em poucos dias. A economia mundial e todo o sistema financeiro estão abalados. Mas tudo isso é apenas o começo, pois o juízo da própria Tribulação ainda está por vir.

3. A volta do Senhor está próxima

O retorno iminente do Senhor é mencionado três vezes em relação direta com as crises econômicas mundiais:

“Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor” (Tg 5.7).

“Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima” (Tg 5.8).

“Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para não serdes julgados. Eis que o juiz está às portas” (Tg 5.9).

Primeiro é dito duas vezes que o retorno do Senhor está próximo, e em seguida lemos que o juiz está às portas. Jesus virá para arrebatar os Seus e depois virá como Juiz. Os acontecimentos da Tribulação já serão os juízos iniciais desse Juiz.

A rebelião do mundo contra Deus e o seu Ungido é cada vez maior (Sl 2). As pessoas não querem saber de Cristo nem do cristianismo. Os cristãos são rejeitados com freqüência cada vez maior. E, você quer saber de uma coisa? O próprio Deus vai tirá-los do meio das pessoas! O Arrebatamento extrairá o verdadeiro cristianismo do mundo, para que o anticristianismo tenha seu espaço (2 Ts 2.5-12). Deus dará ao mundo o que ele deseja; Saul em vez de Davi, Barrabás em vez de Jesus, o Anticristo em vez de Cristo. O retorno do Senhor está próximo, e o Juiz está às portas.

As crises ambientais, o terrorismo internacional e a crise financeira mundial empurram o mundo para a unidade e na direção de um último “gigante mundial” profetizado na Bíblia. A revista factum publicou um artigo que dizia: “…Os sinais dos tempos chamam a atenção e lembram que estamos na última etapa da história da humanidade. Os seis primeiros juízos dos selos do Apocalipse prevêem rupturas políticas, sociais, econômicas e militares que remetem ao que já vivemos hoje”.[6]

A Bíblia é clara quando fala de uma reunificação mundial, liderada por um “gigante” anticristão, a quem o dragão dará sua força, seu trono e seu poder absoluto (Ap 13.2). “Os dez chifres que viste são dez reis, os quais ainda não receberam reino, mas recebem autoridade como reis, com a besta, durante uma hora. Têm estes um só pensamento e oferecem à besta o poder e a autoridade que possuem” (Ap 17.12-13).

Diante de tudo isso, não é surpreendente que o presidente alemão, Horst Köhler, afirmou que desejaria que os governos escolhessem “alguns sábios” para regulamentar o mundo globalizado.[7] Ou que Kofi Annan (ex-Secretário-Geral da ONU) tenha enfatizado o fato de que a crise só poderá ser resolvida de forma global.[8]

Já nos acostumamos a expressões como “cúpula econômica mundial”, “sistema financeiro mundial”, “ordem financeira mundial”, “controle financeiro mundial”, “fórum econômico mundial”. Ultimamente, também ouve-se falar cada vez mais de uma “entidade ou banco central mundial”.

Fica claro que os eventos descritos no último livro da Bíblia terão de se cumprir e que isso acontecerá de forma repentina e rápida. Os rumos estão sendo estabelecidos hoje. É preciso formar uma plataforma para o futuro reino mundial anticristão e seu líder. Para isso é preciso que haja unidade e, através de manobras de engano em massa, também deverá ser produzida uma nova prosperidade.

A depressão na década de 1930 na Alemanha selou o fim da democracia parlamentarista. Hitler subiu ao poder.
.

A depressão na década de 1930 na Alemanha selou o fim da democracia parlamentarista. Hitler subiu ao poder. Com mentiras, enganos, sedução e uma nova prosperidade econômica o país galopou em direção à catástrofe da ditadura, da Segunda Guerra Mundial, da perseguição aos judeus e, finalmente, da derrocada total do “Terceiro Reich”. As crises atuais parecem servir para preparar os acontecimentos do Apocalipse. Elas clamam por segurança confiável, por uma nova ordem mundial, impelem a globalização e exigem um homem forte, um gigante mundial.

Exemplos da mídia

• Romano Prodi (ex-primeiro-ministro da Itália) disse: “Não temos alternativa senão formar os Estados Unidos da Europa”.[9]

• Em um artigo, a revista Die Zeit lamentou que não haja um “líder global” adequado em vista e considerou Barack Obama como “o presidente mundial certo para o século 21”.[10] O noticiário suíço 10 vor 10 tratou do tema “Barack, o salvador”. Em todo o mundo, os meios de comunicação competiram para publicar relatos eufóricos a respeito dele. Ele foi chamado de “Messias” com freqüência cada vez maior. No Portão de Brandenburgo (em Berlim) 200.000 pessoas o aclamaram, mesmo sem conhecer seu programa de governo. O então presidente George W. Bush, que se declarava cristão, era demonizado e odiado, mas as mesmas massas aclamaram um homem que mal conheciam. Isso tudo é um bom exemplo para o futuro. Individualmente, as pessoas podem ser inteligentes, mas as massas sempre estão sujeitas à sedução. A história prova isso, e as conseqüências são assustadoras.

• O ex-secretário da Economia dos EUA, Prof. N. Cooper, já dizia em 1984: “Para o próximo século sugiro uma alternativa radical: a criação de uma moeda comum para todas as democracias industriais, com uma política cambial comum e um banco comum para a fixação de uma estratégia monetária (…) Como países independentes podem conseguir isso? Precisarão entregar o controle da política cambial a uma corporação supranacional”.[11]

• Neste contexto uma declaração do presidente francês Nicolas Sarkozy não causa qualquer espanto: “Durante anos tentamos alcançar algo. A crise deve ser aproveitada como a oportunidade para que ela não se repita. Precisamos de uma economia de mercado humana que funcione. Isso só é possível com regras. Essas regras precisam ser definidas em âmbito global (…) precisamos de uma resposta global para uma crise global…”[12]

• A revista Veja lamentou a falta de um líder político adequado para o mundo, que precisa do estadista certo.[13]

As crises econômicas preparam o mundo para o gigante mundial que virá.

4. O Juiz está diante da porta, e um dia o homem estará diante do Juiz

“Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para não serdes julgados. Eis que o juiz está às portas” (Tg 5.9).

Cada homem será julgado, e nada será esquecido diante de Deus: “Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo” (2 Co 5.10). “Os pecados de alguns homens são notórios e levam a juízo, ao passo que os de outros só mais tarde se manifestam” (1 Tm 5.24).

Diante do prédio da nossa missão na Suíça há um hotel muito bonito, chamado Sonnental (= Vale do Sol). Ele foi reformado e parcialmente reconstruído por dentro e por fora, com novas dependências e bela decoração. As cores são lindas e o atendimento é excelente. Há nele um grande spa e um restaurante de primeira linha. O Sonnental desfruta de uma boa reputação. Há algum tempo aconteceu algo estranho: uma parte do piso do estacionamento afundou. O buraco era tão grande que um caminhão poderia ter caído nele. O motivo era a existência de uma fossa negra naquele local, da qual ninguém tinha conhecimento e que não aparecia em nenhum documento ou planta.

Uma camada de terra de 2 metros de espessura cobria a fossa. O nível inferior da fossa estava 4,5 m abaixo do piso do estacionamento. Ela tinha sido desativada há muito tempo sem ter sido limpa. Como o conteúdo é muito ácido, com o tempo ele corroeu a cobertura de concreto e causou o desabamento. Cerca de 70m3 de esgoto que ainda estavam na fossa tiveram de ser aspirados por uma firma especializada e levados embora em dois caminhões-tanque. No lugar do esgoto o buraco foi preenchido com 70m3 de bom material e assim o problema foi resolvido.

Um engenheiro comentou: “O fato de a fossa não ter sido esvaziada na época foi um grave crime ambiental, e as conseqüências estão se mostrando hoje. Ninguém sabe quanto esgoto penetrou no lençol freático, já que o seu nível neste local é mais alto que o nível inferior da fossa”.

Esse não é um bom exemplo para os seres humanos? Por fora muitos são um “Vale do Sol”, mas por dentro está escondida uma fossa negra. Por fora as aparências são ótimas, mas interiormente a profunda fossa dos pecados ainda não foi limpa. Os pecados corroem nossa vida e podem causar grandes danos. Porém, quem permite que Jesus a limpe e depois a preencha  com seus dons, experimentará a verdade bíblica: “Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 Jo 1.7-9). (Norbert Lieth – http://www.chamada.com.br)


Nas Palavras de Satanas

The Arrows Band


Falta Liderança Mundial para Alcançar o Desenvolvimento Sustentável, diz Coordenador da Rio+20

O Coordenador Executivo para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), Brice Lalonde, afirmou nesta quarta-feira (28/9) que devemos iniciar uma nova revolução cultural para alcançarmos o desenvolvimento sustentável. Segundo ele, o sucesso da Rio+20 depende do envolvimento social. “Com a internet, podemos reunir milhares e milhares de pessoas”.

Na avaliação de Lalonde, ainda “não há liderança mundial” que direcione para uma economia verde. Já para o Diretor Executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e Subsecretário-Geral da ONU, Achim Steiner, “o mundo tem tratado dos desafios separadamente, não estrategicamente”.

De 4 a 6 de junho de 2012, na Rio+20, o mundo terá a grande oportunidade de discutir sobre fontes de energia, produção de alimentos, exploração da terra e dos oceanos, e como usar a água do planeta. Steiner espera uma reforma das estruturas globais, especialmente da governança ambiental.

As declarações foram dadas durante o 4° Congresso Internacional Sustentável, realizado de 27 a 29 de setembro no Rio de Janeiro, para o qual Steiner enviou sua contribuição por vídeo. Lalonde e a Diretora e Representante do PNUMA para América Latina e Caribe, Margarita Astralaga, participaram de debates com executivos, acadêmicos, ONGs, governos e sociedade civil, numa preparação para a Rio+20.

Organizado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, o evento é de extrema importância, considera Astralga. “Sabemos que os governos sozinhos não chegarão onde nós queremos.” Na opinião da Representante do PNUMA, o debate público liderado pelo setor privado é uma oportunidade para as empresas se fazerem ouvir porque também são formadas por eleitores, e governos precisam de voto.

A oito meses da Rio+20, Astralga se diz esperançosa e define qual será o desafio para o encontro do próximo ano: “Teremos de decidir sobre como aumentar a eficiência das Nações Unidas e a estrutura internacional e atualizá-las. Se quisermos continuar relevantes, o multilateralismo tem de mostrar que nós podemos ser eficientes, que realmente podemos cuidar das necessidades dos nossos Estados-Membros.”

Fonte: www.onu.org.br


Em Londres, Lula Defende ‘Nova Governança Global’ Contra Crise

Lula (Arquivo/ Reuters)Lula (em foto de arquivo) criticou falta de ação dos líderes mundiais
.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez nesta terça-feira em Londres uma defesa firme de uma “nova governança global”, sustentando que a solução para a crise econômica é “política” e que os países ricos “já não têm a mesma influência” no mundo.

“Nesse mundo globalizado, é necessário criar uma nova governança global”, disse Lula, em um evento promovido pela revista britânica The Economist sobre os mercados emergentes de alto crescimento.

“Nós não podemos estar com o mundo globalizado do jeito que está, e cada país tomando as suas decisões de forma unilateral, sem medir as conseqüências que isso trará para outros países. É preciso que haja mecanismos multilaterais (onde os líderes) possam se reunir e tentar harmonizar (as soluções).”.

Lula criticou uma suposta inércia dos governantes dos países em crise, afirmando que este é o momento de tomar decisões políticas, não apenas econômicas.

“A hora é a hora da política. Os dirigentes que foram eleitos, que sentem em torno de uma mesa e comecem a pensar”, disse.

“Tem muitos dirigentes que não estão acostumados a viver com crise. Quando você tem crise, não resolve com decisões econômicas, e sim com decisões políticas. O que está faltando são decisões políticas do que fazer com a crise”, criticou.

“Sem nenhum menosprezo, mas eu acho que se a gente não tiver um novo entendimento sobre uma nova governança global, que reúna os países mais importantes do mundo, a gente não vai encontrar soluções fáceis para s problemas difíceis.”

Má condução

O compromisso de Lula em Londres foi o último de sua viagem de uma semana pela Europa, onde recebeu homenagens e participou de eventos. Ao longo da semana, abordou os mesmos temas que costumava abordar em viagens internacionais em oito anos de mandato.

Ele disse que a atual geração “aprendeu que o mercado resolve tudo. Não precisava de presidente, o marcado resolvia”.

“Agora que o mercado não resolveu, está na hora da política. E isso são as pessoas eleitas dizerem como é que vão cuidar do mundo”, sustentou.

Na terça-feira, em Paris, o ex-presidente já havia criticado a condução política dos dirigentes do mundo desenvolvido. Nesta sexta, reforçou a ideia de que “a crise não pode continuar sendo tratada do jeito que está sendo tratada”.

Parte do problema se deve, segundo o brasileiro, ao fato de os países ricos “não levarem em conta que sozinhos já não têm a mesma importância que tinham nos anos 1980”.

“Como você pode imaginar que pode discutir economia se você não leva em conta os outros atores que estão aí, a China, o Brasil, a América do Sul, a África?”, questionou.

O ex-presidente fez uma defesa do G20, o grupo que reúne não apenas os países mais industrializados do mundo como também os principais emergentes, como um “fórum capaz de orientar o mundo econômico”.

Ele questionou, no entanto, a transparência dos líderes mundiais que, nas reuniões do grupo, “agem como se seus países estivesses na melhor situação do mundo”.

“Nas reuniões do G20, parece que não existe problema”, brincou.

Fonte: BBC Brasil

Pablo Uchoa

Da BBC Brasil em Londres

Atualizado em  30 de setembro, 2011 – 12:14 (Brasília) 15:14 GMT