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Por que Idolatro Pastores e Artistas Gospel

por Mauricio Zágari

É inegável o fenômeno que existe hoje em dia na Igreja brasileira da idolatria a certos pastores ou artistas. Os que os idolatram vão dizer que não, que apenas os admiram, tomam como exemplo ou coisa parecida. Mas se você for analisar a fundo o relacionamento de multidões com essas figuras verá que os idólatras de celebridades gospel têm uma coisa em comum: põem o objeto de sua idolatria acima do bem e do mal: não admitem que os critiquemos, não admitem que se discorde deles, se alguém fala algo contrário ao que os tais dizem seus fãs partem numa defesa altamente aguerrida de seus ídolos e aquilo que os ídolos dizem torna-se lei para eles. Então pode-se usar a semântica e jogos de palavras para se negar o fato, mas a verdade é que sim: esse comportamento denuncia o bom e velho pecado da idolatria. Só que praticado por cristãos no que se refere a outros seres humanos.

Tendo ficado claro isso, passamos à pergunta: por que existe essa idolatria? Vamos refletir um pouco sobre essa questão. Espero que ao final desse texto você possa olhar para dentro de si e, se for o caso, se perguntar “Afinal, por que idolatro pastores e artistas gospel?”. E, ao ver o absurdo bíblico que é isso, mude de comportamento e passe a enxergar tais pessoas pecadoras como elas são: pessoas pecadoras, como eu e você. E se identificar erros em seus ensinos, letras de música, comportamentos ou teologias, possa abandonar aquilo que transmitem e buscar a sã doutrina em outros arraiais.

A primeira explicação dessa idolatria é a mais triste de todas: falta de intimidade com Deus. Muitos começam a frequentar a igreja (convertidos ou achando que foram convertidos) e passam a cumprir a cartilha tradicional de comportamento cristão (vão aos cultos, ouvem só “música cristã”, usam jargões da igreja, assumem um visual de crentes, colam adesivos com versículos bíblicos no automóvel, entre outras coisas) e por isso acham que estão vivendo a fé em sua plenitude. Mas, infelizmente, apesar de cumprir todos esses itens, não têm intimidade com Deus. De fato não o conhecem. Conhecem superficialmente a Bíblia, a entendem puerilmente, pouco ou nada oram fora da igreja ou nas comunidades eclesiásticas que frequentam, não praticam disciplinas espirituais e, por isso, não desenvolveram um relacionamento íntimo com Jesus. Sua relação é superficial.

Com isso, por não conhecer Deus profundamente, praticam o que Freud chamou de “transferência”: transferem para certas pessoas a imagem que têm do que seria Deus em sua opinião. É comum isso acontecer com novos convertidos e seus pastores: os sacerdotes são vistos como o que há de mais divino. É por isso, por exemplo, que, quando um néscio vê um pastor num mau dia, se decepciona com a igreja e se desvia ou desigreja: não entende que o pastor não é Deus e que o Senhor não tem culpa se um sacerdote – tão humano como eu e você – o decepciona.

O mesmo ocorre com artistas. O irmão sem intimidade com Deus vê aquela pessoa no palco com toda a  aparência de devoção, levantando as mãos, falando em tom de voz choroso entre as músicas frases feitas de louvor a Deus, clichês de “ministração” que sabem que dá certo, apertando os olhos…parecem estar em alfa. E pensam: “Esse aí é de Deus!”. Muitas e muitas vezes é apenas uma forma teatral de se apresentar, sem nenhuma devocionalidade real, mas o irmão sem intimidade com o Altíssimo aplica o processo inconsciente de transferência e passa a enxergar naquele cantor ou cantora o supra sumo do que seria a santidade. Passa a deificar tal pessoa. E aí já era: diga-se qualquer verdade desabonadora sobre tal celebridade que os olhos, ouvidos e coração do fã estarão blindados e lacrados para isso. Afinal, ninguém admite que se critique seus ídolos: sejam eles de gesso ou de carne e osso.

A segunda explicação é: a cultura de celebridades em que vivemos. Esse fenômeno é milenar. Muitos vinham de longe para estudar com Platão ou Aristóteles, na Grécia Antiga. Muitos eram fãs de seus gladiadores prediletos nas lutas do Coliseu. E assim foi, ao longo dos séculos, até que Hollywood soube explorar a tendência natural dos humanos em deificar outros para faturar seus milhões. A indústria do cinema, visando ao lucro, criou o chamado star system (algo como “sistema de astros”), que funciona muito bem, obrigado, até hoje. Tem como forma de agir promover atores e diretores para que o público se torne seus fãs e passe a assistir a um filme não pela história ou outra razão qualquer, mas apenas porque seu astro preferido está atuando. Você mesmo, quantas vezes não assistiu a um longa-mertragem porque “é o mais recente filme de George Clooney” ou “a nova produção de Steven Spielberg”?

E os cristãos não estão isentos disso, pois são humanos. Então têm a tendência natural de fidelizar-se a certos indivíduos. No meio artístico isso é visibilíssimo: basta você criticar a cantora que rasteja como um  leão no palco ou que vai a programas de TV em emissoras anticristãs para vender mais CDs e logo multidões de fãs ardorosos daquela semideusa partirão com dentes e unhas afiados contra você, em defesa daquela que “afinal, está fazendo alguma coisa” ou que “prega o Evangelho a tempo e fora de tempo”. São tão cegos em sua idolatria que não conseguem nem ao menos cogitar que aquela diva pode muito bem estar fazendo aquilo só pra faturar uns bons trocados. Esse é um dos males da idolatria: ela cega os idólatras.

Com pastores e teólogos idem. É só você se tornar fã de uma dessas celebridades que não adianta nada alguém mostrar por A+B que o que ele ensina é heresia ou que suas motivações são mercadológicas ou escusas: o idólatra de pastores não te ouvirá. Em São Paulo há um pastor que usa mais poesia que Bíblia para pregar, que chamou os irmãos calvinistas de “malditos”, que rompeu com o movimento evangélico mas continua assinando seus artigos com um dos 5 solas dos evangélicos (Soli Deo Gloria), que afirma que Deus abriu mão de sua soberania e criou sua tresloucada Teologia Relacional, que elogia Rudolf Bultmann (teólogo que afirmou que a Bíblia é um aglomerado de mitos), que é a favor do casamento gay e que recentemente soltou a última pérola: Jesus não é o único caminho para o Céu. A vontade que dá é pedir pelo amor de Deus que alguém ponha uma silver tape em sua boca, de tão herege que ele se tornou, mas sua legião de seguidores idólatras o defende furiosamente (afinal ele fala de amor e é tão poético!) e estão cegos para as doutrinas de demônios que ensina.

Há o cavalheiro que coordena a pós-graduação de uma faculdade em São Paulo e que tuíta coisas tão lindas! Mas diz que Deus não controla forças da natureza, que isso é um conceito grego e não cristão, afinal o Evangelho “é relacional”. Meu Deus, quantos alunos esse homem não está estragando! Seu liberalismo teológico satânico vem influenciando os incautos da internet, que replicam furiosamente seus escritos heréticos. Soube que até a revista Cristianismo Hoje vai entrevistá-lo. Meus Deus…

Há o pastor que caiu em adultério, não se arrependeu, casou-se com uma terceira e obviamente não recebeu a bênção da Igreja por sua conduta – e começou a usar a web como seu púlpito principal, arrebanhando em especial os jovens que não viveram a sua época de ouro e não viram o que ele era e no que se tornou. E suas bobagens, como que não precisamos mais dar dízimo (algo que o sustentou muitos anos enquanto era pastor presbiteriano mas que agora que é um desigrejado condena, vingativamente), contaminam suas multidões de idólatras. Chama pastores sérios, homens de Deus, de “bundões” em seu programa de web, mas diz que ensina o caminho da graça. Sua postura, porém, é a coisa menos graciosa que há. Mas é o ídolo dos revoltados e dos desigrejados.

Há o herege mais terrível da TV evangélica, o telepastor com problemas graves de domínio próprio que em seu programa de TV grita, esbraveja, vende os produtos de sua editora e cospe em berros contra os que o criticam. Ensina a demoníaca, antibíblica e anticristã Teologia da Prosperidade. Mas tem batalhões de seguidores, que o idolatram cegamente, diga você o que diga. Promoveu a unção diabólica dos 900 reais, coisa que bastaria para afundar o ministério de qualquer pastor que tivesse seguidores pensantes, mas como é ídolo de massas que não pensam e se ajoelham perante qualquer absurdo que ele proponha, sai incólume de suas propostas bizarras e infernais. Resultado: a compra de um jato particular e passeios de limusine (fotos). Para o Reino de Deus? Nada. Outro dia fui a um casamento em uma igreja da denominação a que ele pertenceu antes de fundar a sua própria e ouvi de membros que ali estava sendo imitado o que ele faz pois, afinal, “dá certo”. Quase chorei quando escutei isso.

Há os mais conhecidos neopentecostais, com suas emissoras de TV, seus exorcismos, sua guerra por dizimistas e suas heresias. Mas sobre esses você já sabe tudo. Os mais conhecidos começaram a caminhada de fé numa igreja séria, a Igreja Cristã Nova Vida, e quando propuseram ao seu líder, Bispo Roberto McAlister, que os deixassem fazer na denominação um culto nos padrões dos que fazem hoje e ele não concordou abandonaram a denominação e fundaram sua própria igreja. Virou esse império do mal que é hoje – e ainda o pobre Bispo Roberto ficou conhecido, sem culpa, como o “pai dos neopentecostais”. Mas é um império com milhares de seguidores que dizem amém a qualquer campanha doida que seu ídolo bispo (ou missionário ou sei lá mais o quê) proponha. E seus clones estão seguindo pelo mesmo caminho.

Há outros de menor expressão, mas sempre sobrevivendo sob o mesmo conceito: idolatria de pessoas sem intimidade com Deus, entregues a um sistema que deifica homens e faz deles celebridades e, assim, enchem seus bolsos, destilam seu veneno herético e arrebentam homens e mulheres que tudo o que buscam… é o Evangelho simples de Jesus Cristo.

Sobre os artistas é até difícil falar. Tem o que saiu da sala da diretora da gravadora berrando palavrões porque não conseguiu o contrato como queria. Tem a ídola (não tem “bispa”? Então por favor permita-me inventar essa palavra) teen, que se atraca com músicos nas madrugadas de gravação de seus CDs “ungidos”. Tem a famosa cantora devassa que faz apelos de altar magníficos em seus shows. Tem os ministérios que se prostituem com empresas do mundo. Tem de tudo, meu irmão, minha irmã.

E o que mantém essa máquina funcionando? Idolatria.

Querido, querida, sei que você deve estar de queixo caído por coisas que escrevi aqui. E que caia. Porque a coisa está feia. Quando você diz no seminário em que dá aula há anos que a unção dos 900 reais é demoníaca e é repreendido pela direção da instituição por ter dito isso…é porque o sistema está falido mesmo, como diz Walter Mcalister no livro “O Fim de Uma Era”. Levantamos bezerros de ouro e amamos! Olhamos para homens de carne e osso, mulheres normais e achamos que eles são ungidíssimos, santíssimos e que veem Deus face a face. Mas mal sabemos nós a podridão dos bastidores.

Precisamos olhar para Deus. Olhe para Deus. Basta de ficar deificando homens. Basta dessa idolatria cega, que tem destruído vidas e afastado multidões do caminho da vida eterna. Não dê ouvidos a essas vozes que têm aparência de piedade mas por dentro são sepulcros caiados. Chega dos poetas. Chega dos artistas. Chega dos telepastores. Chega dos vaidosos, gananciosos e lobos em pele de cordeiro. Vamos voltar à simplicidade. Abandone a fama – e os famosos. Entenda, meu irmão, minha irmã: ser famoso não quer dizer absolutamente nada. Não torna biblicas as heresias que o famoso diz. Não torna suas ideias cristãs. Celebridade não é atestado de correção bíblica, de boas intenções ou de vida com Deus. Se fosse assim, todo participante do Big Brother Brasil seria o mais santo dos homens. Muitos famosos que falam lindamente sobre amor, a fé e a graça ensinam doutrinas tão demoníacas que chega a ser difícil crer que alguém que passou por um processo sólido de discipulado acredite em suas loucuras. Esqueça os outros. Olhe para a sua vida. Quem você idolatra? Que sacerdote famoso você não admite que critiquem? De quem são as ideias e teologias que você vive repetindo, retuitando ou compartilhando nas redes sociais? Que cantor ou cantora “gospel” você põe acima do bem e do mal? De quem são os shows que você “não pode perder”?

Conseguiu detectar? Agora, faça um favor a sua alma: esqueça essas pessoas… e olhe somente para a Cruz. Olhe para a Cruz e chore pelo estado calamitoso que vive a Igreja brasileira, cheia de ídolos e idólatras. Se você estiver entre os idólatras, irmão, irmã, comece a fugir dos bezerros de ouro e prostre-se aos pés do Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo. Com simplicidade, sem raio laser, sem púlpitos nababescos, sem máquina de fumaça, sem dançarinas no palco ou videocasts charmosos na Internet.

Pois tudo o que importa é um homem pregado numa Cruz, pingando sangue, dor e amor por você.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Fonte: apenas1


Cristão ou Macaco de Imitação?

Por Maurício Zágari

Tenho 40 anos. Na minha infância, quando alguém reproduzia o comportamento de outro a gente no colégio chamava de “macaco de imitação”. Não tenho certeza, mas creio que essa gíria já caiu em desuso, pois não vejo mais as crianças chamarem outras disso. De qualquer modo, sempre que observo alguém mimetizar o comportamento de outra pessoa, minha memória puxa lá do fundo do baú aquela gíria e a imagem de um bando de crianças apontando para outra e todas gritando juntas – no que em nossos dias seria bullying: “Macaco de imitação! Macaco de imitação! Macaco de imitação!”. Por mais estranho que possa soar, é exatamente assim que hoje em dia se forma um cristão: a pessoa é convertida, começa a frequentar a igreja e lá observa o que os irmãos fazem, como se comportam, que linguagem falam e como vivem sua relação com Deus. E aí passam a reproduzir esse comportamento crendo piamente que aquilo ali é ser cristão. Repare só: se o irmão é convertido em uma igreja do reteté vai sapatear e berrar “glórias” e “aleluias”. Se for em uma bem tradicional, vai achar que bater palmas na hora do louvor é pecado. Se for em um grupo alternativo, tipo igreja em lares, vai demonizar a Igreja institucional. Se for numa congregação emergente vai achar crente de terno e gravata uns fariseus. Se for num grupo de desigrejados vai jurar que “eu sigo Jesus e não religião”. E por aí vai. Sejamos honestos: somos belíssimos “macacos de imitação” na hora de definir o tipo de cristãos que seremos.

A grande questão é que isso é pura casca. Não mostra essência. Essa foto que você está vendo à esquerda somos eu e minha filhinha de um ano num culto. Sentamos no último banco, para que, se ela começasse a fazer barulho, eu pudesse sair rapidamente com ela do santuário sem atrapalhar a celebração. Obviamente, de lá era possível ver o que todos os demais na igreja estavam fazendo. Agora… observe o que ELA está fazendo. Na hora do louvor ela vê todo mundo na igreja levantando as mãos, olhando para o céu, batendo palmas (sim, somos pentecostais reformados) e ela faz tudo igualzinho. E a foto não faz justiça à aparência de devocionalidade que ela exprime. Ela olha pro céu, fecha os olhinhos, mexe a boca como se estivesse orando e canta daquele  jeito que crianças de um ano cantam, balbuciando os sons. Em casa, ela tem uma boneca da Mônica que dança e se balança toda. Quando apertamos um botão no peito dela, o bonequinha para. Pois de vez em quando a boneca cai de costas no chão e parece estar estrebuchando. Aí eu brinco com a filhinha: “Expulsa o capeta dela, filha”, ao que a pequenina dá um tapa no peito da pobre Mônica e emite um gritinho, como se dissesse “sai!”. E a Mônica para na hora com a “manifestação” e fica quietinha, liberta de todos os “espíritos malignos”.

Bem, aí eu pergunto: será que em todos esses momentos a minha herdeira, que só fala “papai”, “mamã” e “sodadi”, está vivendo uma devocionalidade real? Será que ela está de fato louvando a Deus na igreja e libertando bonecas de demônios? A resposta é óbvia: não, ela não tem a menor noção do que está fazendo. Está apenas imitando os outros, como uma boa… macaquinha de imitação. Mas se você olha na hora do louvor… meu irmão, minha irmã…vai dizer que ela é a mais crente da igreja.

Infelizmente isso é o que está acontecendo em grande parte da Igreja evangélica brasileira de nossos dias. Os santuários, é fato, estão lotados. Mas, se você reparar… uma enorme parte de quem está ali não está em espírito e em verdade prestando culto ao Senhor (porque culto não se “assiste”, se “presta”, você tem essa noção?), mas macaqueando. Quem prega percebe isso com muita clareza. Por exemplo, ao final de uma pregação eu tenho por hábito levar a congregação a fechar os olhos, introspectar-se e refletir por poucos minutos sobre o que foi pregado. “Feche seus olhos, por favor e…”. Posso afirmar que em absolutamente todas as vezes em que fiz isso tive de pedir de novo: “Por favor, TODOS fechem os olhos e os mantenham fechados”, pois inevitavelmente vai haver uns quatro ou cinco que abrirão os olhos, darão uma espiada em volta, bocejarão, mexerão em algo de suas roupas, cochicharão algo com alguém que esteja ao lado… ou seja, não estão realmente preocupados em aproveitar aquele momento para praticar a introspecção e o religare com Deus. Que a meu ver é o momento mais importante de uma pregação: quando o pregador se cala e quem o ouviu reflete sobre o que escutou, aplicando o que eram palavras em sua vida, tornando-as ação.

Para que ler a Bíblia se tudo o que preciso fazer para transparecer que “sou cristão” é repetir dois ou três versículos que ouvi alguém dizer? Para que ser santo se basta escrever coisas no twitter ou no facebook que me deem uma aparência de santidade (de preferência, pondo na Bio “menina dos olhos de Deus” ou, como ouvi outro dia, “Filho do Deus Altísssimo”)? Para que orar se basta imitar os outros, fechar os olhos e erguer as mãos? Para que dar a outra face se para acharem que sou cristão basta macaquear um “a paz do Senhor”? Para que chorar com os que choram se basta macaquear um “vou orar por você”? Para que ter devocionalidade com Deus no seu quarto se ali não tem nenhum irmão para admirar suas macaqueadas? Melhor assistir ao futebol, à novela, ao BBB ou ao UFC. Não tem ninguém pra ver mesmo, né? Então fingir que ora pra quê?

Em casa minha filhinha macaquinho de imitação nunca levantou a mão sozinha com Deus na hora em que toca uma música de louvor. Mas quando o pai ouve ópera e brinca de Plácido Domingo cantando “Nessun Dorma” ela vira uma diva do municipal. Parece Maria Callas: mesma postura, mesmo gestual. Antes de comer, a família dá as mãos, ela na roda, e ao final todos dizem “amém”. E… adivinha só? Ela também diz “amém”. Não entendeu nada do que foi dito, nem ao menos entende por que todos deram as mãos. Mas como todos falaram ela também fala.

Quando o pai lê com ela a “Biblia das Crianças” e aponta o desenho ela sabe repetir direitinho o nome do personagem que ali está representado, por imitar aquele nome que papai já repetiu montes de vezes: “Jesus”. Mas não o conhece. Não sabe quem Ele é. Não tem uma relação de intimidade com Ele. Não põe em prática seus mandamentos. Mas é um belo macaquinho de imitação: “Quem é esse, filhinha?”. “Jesus!”. Mas se eu perguntar a ela QUEM É ESSE na plenitude da pergunta… ela ficaria me olhando com cara de boba, sem ter a menor ideia, pois apenas reproduz comportamentos cristãos. Com 1 ano de idade ela ainda não é uma cristã: não entende o plano de salvação, não foi convertida pelo Espirito de Deus, não vive o fruto do Espirito. Mas vai todo domingo à igreja, levanta a mão na hora do louvor, diz “amém” ao final das orações, reconhece quando lhe apontam “Jesus”. Mas vida com Deus? Zero.

Aí eu olho em volta. E, confesso, em alguns momentos os que se chamam pelo nome do Senhor agem de modo tão anticristão que me pergunto até que ponto estamos vivendo Cristo ou apenas somos macacos de imitação daqueles que deveriam dar a outra face, andar a segunda milha, pacificar, pagar o mal com o bem, não se vingar, amar o próximo como a si mesmo. E, como não sou o juiz do universo, me pergunto até que ponto eu mesmo não estou comendo bananas na hora da Ceia. Essa é uma reflexão que nunca devemos deixar de nos fazer: como está nossa devocionalidade? Feche os olhos (se puder) e pense: como está a SUA devocionalidade?

A resposta a essa pergunta está embutida na resposta a outra pergunta: você vive de fato Cristo em tudo o que faz e pensa ou apenas replica como um macaquinho de imitação o comportamento, os jargões e o modo de cultuar dos crentes? Pare. Pense. E responda a si mesmo. Para não ter de responder a Deus naquele grande e terrível dia em que estará face a face com o Criador.

Fonte: apenas1


Farto de Falsas Promessas de Vitória?

Reproduzo neste post trechos da introdução do livro, que considero tão missional que abri mão de receber um centavo sequer pelos direitos autorais. Essa é uma obra para quem quer entender exatamente o significado de “vitória” na Bíblia, para não se deixar enganar por pregações, livros, CDs e DVDs mentirosos, que prometem o que as Escrituras não prometem. É para quem não quer se deixar enganar e deseja alertar seus irmãos contra os lobos travestidos de cordeiro que pregam uma falsa vitória e um falso evangelho. Hoje reproduzo trechos da Introdução de “A Verdadeira Vitória do Cristão”. Segue abaixo:

“A vitória é nossa, pelo sangue de Jesus!” Na igreja em que me converti ao Evangelho de Jesus Cristo, essa frase tradicionalmente encerrava todos os cultos, sob a batuta do celebrante e ecoada em alta voz por toda a congregação. Como um grito de guerra triunfal, garantia a todos os presentes uma subentendida vida vitoriosa, sem derrotas, de plenitude de conquistas, uma linha ascendente de êxito. Independentemente do seu significado teológico preciso, a afirmação – que é verdadeira e bíblica – era interpretada pelos membros da igreja como uma promessa de bênção no dia a dia de cada cristão. Sim, a vitória é nossa: na compra do carro, no dinheiro para o aluguel, na cura da doença, na libertação do marido alcoólatra, na conversão do filho traficante, no ganho da causa na justiça, na conquista do emprego e em todas as outras necessidades que tenhamos nesta vida – inclusive financeira. Líquido e certo.

Nos meus primeiros tempos como convertido, considerei aquilo fascinante e empolgante. Agora eu fazia parte de um grupo de elite para quem Jesus tinha conquistado a vitória ao dar seu sangue e minha vida prometia ser colorida, espetacularmente abençoada. Tudo de que eu precisava era ter fé e confiar que “a vitória já é certa”, e, com isso, “tomar posse da vitória” – porque, afinal, “sou filho do Rei!”.

Essa compreensão ganhava robustez a cada nova pregação a que eu assistia sobre vitória e toda vez que eu via programas ditos “evangélicos” na TV ou entrava nas livrarias do segmento. Afinal, a enxurrada de DVDs, livros, CDs de pregação e similares que traziam em seus títulos e temas a questão da vitória do crente em Jesus me soterrava o tempo todo com a certeza de que nasci para “ser cabeça e não cauda” e, seguindo a fórmula mágica aprendida com “lições de vitória” da vida de personagens bíblicos, teria os caminhos desimpedidos e a estrada para o sucesso e a tranquilidade escancarada à minha frente. Sim, a vitória era minha! (…) Ou seja: Jesus me garantia vitória, não importando o problema que eu tivesse. Cem por cento certo.

Porém, o tempo foi passando e comecei a perceber uma triste realidade, que em geral nós, cristãos, fingimos que não vemos ou então disfarçamos, mudamos de assunto. Inúmeras vezes, a compra do carro não sai como queremos, não conseguimos dinheiro para o aluguel, pessoas descem ao leito de morte sem nunca terem obtido a cura da doença, o marido permanece alcoólatra, o filho traficante é fuzilado sem ter se convertido, perde-se a causa na justiça, a empresa onde se desejava o emprego dá uma resposta negativa e muitas outras necessidades ou desejos que tenhamos nesta vida nunca são satisfeitos. Muitos financeiramente pobres se convertem ao Cristianismo, vivem uma vida de fé autêntica, sendo pobres, e deixam esta vida tão pobres como antes. Constatar esse fato foi um choque. Se Deus garantia a mim e a meus irmãos a vitória nesta vida, como explicar que diariamente eu e eles tivéssemos de encarar situações que evidenciavam a “derrota” em uma série de circunstâncias?

Explicações vinham de todos os lados, a maioria nada convincente: a fé foi pequena, Satanás sabotou minha bênção, eu não decretei a vitória, não pedi direito, não “tomei posse” da bênção e por aí vai. Com o tempo e a observação dos fatos inquestionáveis do cotidiano, essas explicações começaram a ganhar um sabor inconfundível de desculpa esfarrapada. E, se era garantido que eu teria a vitória se obedecesse aos “passos” ensinados e eu não a tinha em muitas situações, certamente a culpa era minha e não de Deus. Logo, vinham culpa, traumas e a sensação de derrota, incapacidade, incompetência. Se eu não saía “vitorioso” de alguma batalha, eu era o miserável responsável, um cristão incompleto, incompetente, néscio, inferior. Deus com certeza estava decepcionado comigo, pois Ele me dera a vitória e eu não conseguira – ou soubera – “tomar posse da bênção”. Muito pior era quando eu seguia à risca as “lições de vitória” e dava todos os “sete passos para vencer”, comparecia aos sete dias da “campanha da vitória”, mas não alcançava meus objetivos. O que, aos olhos daqueles ensinamentos, faziam de mim um derrotado total. E comecei a reparar que isso também acontecia com os irmãos ao meu redor. (…)

Foi então que pulou ante meus olhos a percepção de que “a vitória é nossa, pelo sangue de Jesus” não significava exatamente o que tinham me ensinado. A frase era correta segundo a Bíblia, mas seu sentido parecia não ter coerência. Decidi, então, ignorar os livros triunfalistas de autoajuda de televangelistas famosos que trazem “vitória” no título e investigar a fundo o significado desse conceito.

Para isso, comecei um extenso e demorado estudo do tema na Bíblia, buscando analisar os contextos e procurando o entendimento até mesmo nos originais. Espantei-me com o que encontrei. O resultado que apresento neste livro me surpreendeu principalmente por estar tão distante daquilo que a Igreja evangélica brasileira passou a ensinar. (…)

As constatações desse estudo estão expostas ao longo das próximas páginas. São conclusões que vão de encontro ao que vem sendo pregado nas igrejas evangélicas brasileiras, em especial nas neopentecostais, por aqueles que praticam o que passei a chamar de vitoriolatria – o culto à vitória. (…)

Este livro tem dois objetivos básicos. Primeiro, mostrar que não existem fórmulas para a vitória. De nada adianta seguir manuais evangélicos, pregações, livros, CDs e DVDs que prometem ensinar o caminho seguro para se alcançar o triunfo nas necessidades e lutas da nossa vida. Segundo, identificar qual é o real significado de vitória de acordo com a Bíblia.
Para construir esta obra, percorremos mais de 160 versículos bíblicos, investigamos muitas páginas de obras cristãs, exploramos regras de exegese e hermenêutica, viajamos aos tempos do Cristianismo primitivo. Aqui apresento em linguagem fácil e acessível a qualquer um cada passo da investigação, que é bastante detalhada. Mas que precisa ser assim, uma vez que a compreensão de verdades espirituais não pode ser feita, como é moda atualmente no Brasil, na base do achismo e de fórmulas fáceis. Muitas das quais correm por fora das verdades bíblicas.”

Fonte: apenas1


Filipenses 2

Há um só segredo para achar o caminho a todos os corações, para ganhar um irmão e apaziguar uma disputa: renunciar a si mesmo. E só podemos aprender isto contemplando e adorando o nosso incomparável Exemplo. Segundo as próprias palavras do Senhor: “Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado” por Deus (ver Lucas 14:11 e 18:14). Duas histórias exatamente opostas são resumidas nesta curta frase: a do primeiro Adão, que foi desobediente até a morte, seguido por sua raça ambiciosa e rebelde; e a de Cristo Jesus, que por amor se despojou de Sua glória divina, esvaziou-se para se tornar homem e logo se humilhou até o ponto de não poder descer mais: a morte de cruz.

A forma de um homem, a condição de um servo, a morte ignominiosa de um malfeitor, tais eram as etapas desse maravilhoso caminho. Sim, com toda a justiça, Deus firmou o compromisso de exaltá-Lo e honrá-Lo com um nome acima de todo o nome. É sob o glorioso e doce nome de Jesus, que Ele tomou a fim de obedecer, servir, sofrer e morrer, que o Senhor será reconhecido como Senhor e receberá homenagem universal.

Amigo leitor, qual é o preço desse Nome para o seu coração?

Como o Exemplo de obediência (v. 8), o Senhor tem o direito de exigir a nossa obediência em tudo “sem murmurações nem contendas” (v. 14). A ausência do apóstolo de modo nenhum isentava os filipenses da obediência (v. 12). Pelo contrário, já que Paulo não estava mais com eles, deviam velar por si mesmos para não fracassarem na sua carreira cristã. Do mesmo modo, quando um jovem cristão deixa a casa de seus pais, não deixa de estar sujeito ao Senhor, senão que se torna responsável pela sua conduta. A palavra grega traduzida por desenvolvei tem o significado literal de cultivar; implica, pois, uma paciente sucessão de atividades, tais como arrancar ervas daninhas (pensamentos impuros, práticas desonestas, mentiras etc.). Embora ninguém consiga fazer isto por nós, esta obra não pode ser efetuada com nossas próprias forças (v. 13). Mesmo o querer, o desejo, é produzido em nós pelo Senhor. Mas, vejamos, então, que belo testemunho resulta dele (vv. 14-16).

Consideremos neste capítulo os diferentes exemplos de abnegação, começando pelo mais elevado, que é o de Cristo, logo o de Paulo associado aos filipenses (vv. 16-17), depois o de Timóteo (v. 20) e finalmente o de Epafrodito (vv. 25-26, 30). Por outro lado, que triste quadro no v. 21. A quem, caro leitor, desejamos ser semelhantes?

Fonte: A Jesus


O que é um Cristão Nominal?


Isso é Discipulado

Fonte: voltemosaoevangelho.com e AMEcristo.com


Legalismo vs. Bem-Aventuranças

E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; e, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo:

  • Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;
  • Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;
  • Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
  • Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
  • Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
  • Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;
  • Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
  • Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
  • Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.

Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. (Mateus 5:1-16)

Paul Washer fala sobre a diferença do legalismo do fazer versus a novidade de vida da conformidade com Cristo e sobre o verdadeiro sentido de ser sal da terra.

Paul Washer

Fonte