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É Pecado Julgar?

Quero compartilhar alguns textos acerca do julgar de forma bíblica, que não é pecado. O pecado está em julgar de forma inadequada e sem os princípios bíblicos, ou julgar de forma hipócrita. Esse sim é o pecado. Vejamos:

“Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça” (Jo 7:24)

“Falo como a entendidos; julgai vós mesmos o que digo” (1Co 10:15)

“Julgai entre vós mesmos…” (1Co 11:13)

Em primeiro lugar, o próprio apóstolo Paulo não tinha medo de ser julgado pelas pessoas, tanto que ele mesmo dá uma ordem: me julguem, mas usem a Escritura para isso! (1Co 10:15)

Por isso não é errado julgar, mas a Bíblia deve ser a medida desse julgamento.

Em segundo lugar, o apóstolo João confirma a mesma idéia ao afirmar que no julgamento não devemos utilizar os nossos conceitos pessoais e particulares, mas a Escritura, que é a “reta justiça”. Pode-se julgar sim, mas deve-se utilizar a Escritura para isto (Jo 7:24).

A condenação bíblica está relacionada a julgar sem ter condições para isto, e esta condição diz respeito a integridade e hipocrisia. Também, se o parâmetro bíblico for utilizado poderá haver julgamento sim. Pelo menos quem diz isso são dois apóstolos, João e Paulo. E olha que João é o apóstolo do amor.

Mateus 7:1-13

“Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão.”

Vamos fazer algumas observações neste texto, tão utilizado e tão mal interpretado:

1) Quem julga deve estar preparado para ser julgado também: “Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados”.

A questão é que o texto é bastante claro ao afirmar que este julgamento – para quem julga – não vem de Deus mas da própria sociedade, pois está escrito: “vos hão de medir a vós” (v.1).

2) A medida que os outros usarão conosco é a mesma que usamos também: “com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós”.

As pessoas irão observar quais critérios que utilizamos para fazer o nosso julgamento, e irão utilizar os mesmos critérios conosco (v. 2).

3) O julgamento não pode ser hipócrita: “tira primeiro a trave do teu olho”.

O problema não é o julgamento em si, mas a hipocrisia de quem julga uma causa quando está cometendo o mesmo erro (v. 3,4).

4) Corrija primeiro os seus próprios erros e assim poderá julgar os outros: “então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão”.

Observe que no final Jesus não manda não julgar nem deixar o argueiro no olho do irmão. JESUS MANDA TIRAR O ARGUEIRO. Isto é, JULGAR DE FORMA ADEQUADA! Por isso não é errado julgar. É pecado julgar quando se comete o mesmo erro (v.5).

Como não ensino as heresias que reprovei anteriormente, posso com respaldo bíblico julgar este caso sim. Mas devo saber que muitos irão me julgar por isso também, como a própria Escritura afirma e como já está acontecendo exatamente agora.

Não tenho medo de julgamentos, desde que sejam feitos com a Bíblia como medida e padrão.

Por útlimo, só um esclarecimento importante: JULGAR É DIFERENTE DE ACUSAR!

“Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas?” 1 Coríntios 6:2

Fonte: NAPEC


Filipenses 2

Há um só segredo para achar o caminho a todos os corações, para ganhar um irmão e apaziguar uma disputa: renunciar a si mesmo. E só podemos aprender isto contemplando e adorando o nosso incomparável Exemplo. Segundo as próprias palavras do Senhor: “Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado” por Deus (ver Lucas 14:11 e 18:14). Duas histórias exatamente opostas são resumidas nesta curta frase: a do primeiro Adão, que foi desobediente até a morte, seguido por sua raça ambiciosa e rebelde; e a de Cristo Jesus, que por amor se despojou de Sua glória divina, esvaziou-se para se tornar homem e logo se humilhou até o ponto de não poder descer mais: a morte de cruz.

A forma de um homem, a condição de um servo, a morte ignominiosa de um malfeitor, tais eram as etapas desse maravilhoso caminho. Sim, com toda a justiça, Deus firmou o compromisso de exaltá-Lo e honrá-Lo com um nome acima de todo o nome. É sob o glorioso e doce nome de Jesus, que Ele tomou a fim de obedecer, servir, sofrer e morrer, que o Senhor será reconhecido como Senhor e receberá homenagem universal.

Amigo leitor, qual é o preço desse Nome para o seu coração?

Como o Exemplo de obediência (v. 8), o Senhor tem o direito de exigir a nossa obediência em tudo “sem murmurações nem contendas” (v. 14). A ausência do apóstolo de modo nenhum isentava os filipenses da obediência (v. 12). Pelo contrário, já que Paulo não estava mais com eles, deviam velar por si mesmos para não fracassarem na sua carreira cristã. Do mesmo modo, quando um jovem cristão deixa a casa de seus pais, não deixa de estar sujeito ao Senhor, senão que se torna responsável pela sua conduta. A palavra grega traduzida por desenvolvei tem o significado literal de cultivar; implica, pois, uma paciente sucessão de atividades, tais como arrancar ervas daninhas (pensamentos impuros, práticas desonestas, mentiras etc.). Embora ninguém consiga fazer isto por nós, esta obra não pode ser efetuada com nossas próprias forças (v. 13). Mesmo o querer, o desejo, é produzido em nós pelo Senhor. Mas, vejamos, então, que belo testemunho resulta dele (vv. 14-16).

Consideremos neste capítulo os diferentes exemplos de abnegação, começando pelo mais elevado, que é o de Cristo, logo o de Paulo associado aos filipenses (vv. 16-17), depois o de Timóteo (v. 20) e finalmente o de Epafrodito (vv. 25-26, 30). Por outro lado, que triste quadro no v. 21. A quem, caro leitor, desejamos ser semelhantes?

Fonte: A Jesus


Religião vs Evangelho

Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais; por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão. Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. (1Co 15.1-4)

O que é o Evangelho? A palavra evangelho significa simplesmente “uma boa notícia.” A mensagem central da Bíblia é o evangelho, ou boas notícias, sobre a pessoa e a obra de Jesus Cristo. Em 1 Coríntios 15:1-4, Paulo fornece o resumo mais sucinto do evangelho: o homem Jesus também é Deus, ou Cristo, e morreu em uma cruz em nosso lugar, pagando o preço pelos nossos pecados, três dias depois, Ele ressuscitou para vencer o pecado e a morte, e dar o dom da salvação a todos os que crêem nEle para a vida eterna

O grande reformador Martinho Lutero bem disse que, como pecadores, nós estamos propensos a buscar um relacionamento com Deus de duas maneiras. A primeira é a religião e a segunda é o evangelho. Os dois são opostos em todos os sentidos:

A religião diz que se obedecermos a Deus Ele nos ama. O evangelho diz que é porque Deus nos amou através de Jesus que podemos obedecer.

A religião diz que o mundo está cheio de pessoas boas e pessoas más. O evangelho diz que o mundo está cheio de pessoas más que se arrependeram ou que não se arrependeram.

A religião diz que você deve confiar no que você faz como uma boa pessoa moral. O evangelho diz que você deve confiar na vida perfeitamente sem pecado de Jesus porque só Ele é a única pessoa boa e verdadeiramente moral que já viveu.

O objetivo da religião é ganhar coisas de Deus, tais como saúde, riqueza, conhecimento, poder e controle. O objetivo do evangelho não são os dons que Deus dá, mas sim receber a Deus como o dom supremo que nos foi dado pela graça.

A religião é sobre o que eu tenho que fazer. O evangelho é sobre o que eu posso fazer. Religião vê as dificuldades na vida, como castigo de Deus. O evangelho vê as dificuldades na vida como uma aflição santificadora que nos lembra dos sofrimentos de Jesus, tais aflições são usadas por Deus em amor para nos tornar mais parecidos com Jesus. A religião é sobre mim. O evangelho é a respeito de Jesus Cristo.

Religião leva a uma incerteza sobre a minha posição diante de Deus porque eu nunca sei se o que eu faço é o suficiente para agradar a Deus. O evangelho leva a uma certeza sobre a minha posição diante de Deus por causa da obra consumada de Jesus em meu nome na cruz.

Religião termina em orgulho (porque eu acho que sou melhor do que as outras pessoas) ou desespero (porque eu sempre fico aquém dos mandamentos de Deus). O evangelho termina em alegria humilde e confiante por causa do poder de Jesus em ação em mim, por mim, e muitas vezes a despeito de mim.

Fonte: AmeCristo.com


“O JOVEM ÊUTICO” – Atos 20.7-12

No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite. Havia muitas lâmpadas no cenáculo onde estávamos reunidos. Um jovem, chamado Êutico, que estava sentado numa janela, adormecendo profundamente durante o prolongado discurso de Paulo, vencido pelo sono, caiu do terceiro andar abaixo e foi levantado morto. Descendo, porém, Paulo inclinou-se sobre ele e, abraçando-o, disse: Não vos perturbeis, que a vida nele está. Subindo de novo, partiu o pão, e comeu, e ainda lhes falou largamente até ao romper da alva. E, assim, partiu.  Então, conduziram vivo o rapaz e sentiram-se grandemente confortados. (Atos 20.7-12)

Encontramos neste texto o exemplo claro de um culto de domingo à noite, igreja cheia, muito calor.

Agora estava na hora da Palavra e o Apóstolo Paulo estava inspirado pelo Espírito Santo…

Nesse culto, tinha um jovem chamado Êutico sentado na janela, olhando para a rua, achando o sermão uma chatice, prestando atenção na movimentação da rua. E encontramos em Êutico o exemplo do jovem despercebido com a Palavra de Deus.

Vejamos:

1) JOVEM  ATRAIDO PELA JANELA: Jovens criados na igreja que começam a ser atraídos pela janela do mundo e do pecado. Atraídos pela curiosidade, pelo gosto do perigo, as novidades, as aventuras, liberdade, ação, emoção…

2) JOVEM PRÓXIMO A JANELA: Agora, o jovem já está próximo, em frente à janela do mundo. A grande dúvida em sua cabeça é: até onde eu posso ir sem cair? Sem me comprometer? Qual é o limite, onde está a linha que divide a luz das trevas, o certo do errado?

Há uma enormidade de jovens das igrejas vivendo nesse limite perigoso, na linha que divide a simples curiosidade do ato, a libertinagem, a razão da emoção…

Quando advertido na janela do mundo, o jovem diz: Cair? Isso nunca acontecerá comigo!

3) JOVEM SENTADO NA JANELA, COCHILANDO: Infelizmente, muitos vivem assim: meio nas trevas, meio na luz; meio no mundo, meio na igreja; na tentativa frustrada de agradar a dois senhores, a Deus e ao diabo. São jovens que vão, aos poucos, ultrapassando o limite e experimentando o pecado e a janela do mundo.

No início, são poucos e doces momentos, mas depois a mente fica cauterizada até a queda total e o amargo da destruição.

4) JOVEM VENCIDO, CAÍDO E MORTO: O texto diz que o jovem foi vencido pelo sono, caiu do 3º andar e morreu. Morreu para a igreja, morreu para a sociedade, morreu para a família. É dessa forma que muitos jovens são vistos: caídos, destruídos e mortos.

Gente bonita, que louvava a Deus, estava na igreja, vivia em família, trabalhava. Jovens que foram vencidos pelo sono e da janela caíram.

Hoje, por causa dessa queda, muitos estão fora da igreja, da família.

DOIS DESAFIOS:

1) Se você não está passando por essa situação, mas conhece alguém que está, aí vão algumas dicas.

a) Paulo desceu: foi ao encontro, se dispôs a ajudar, se movimentou a favor dele, acompanhou, esteve com ele;

b) Paulo inclinou-se: numa atitude de compaixão, ajuda, paciência, diálogo, exemplos;

c) Paulo abraçou-o: demonstrou amor e não ódio e tocou nele com carinho e não teve nojo, ajudou-o no que ele mais precisava – TER VIDA!

Porque se a igreja não estiver interessada na vida desses jovens, o mundo e o inferno estão.

2) Se você está passando por alguma dessas fases (atraído, próximo, sentado, cochilando ou caído) da janela do mundo vai um conselho da Palavra de Deus: “Jovens, eu vos escrevo, porque tendes vencido o maligno… jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a Palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o maligno” – I João 1.13 e14