Jovens Igreja do Deus Forte

Últimas

A Grandeza do Nosso Deus

Prof. Adauto Lourenço – Conferência Livres 2011

Distribua a Palavra de Deus


Dawud entra na loja de uma rua movimentada da Síria. Depois de puxar assunto com o vendedor, ele pergunta:

─ Posso lhe dar de presente a Palavra de Deus?
O vendedor se surpreende. Hesita, mas responde:
─ Sim, aceitaria o presente.
Dawud entrega a Bíblia ao vendedor e diz:
─ Eu lhe dou esse presente sob uma condição: não guarde esse livro na estante sem abri-lo. Leia!

O trabalho de Dawud é perigoso, mas ele sabe que a Palavra de Deus
tem o poder para transformar vidas. Ajude ele e outros neste ministério!

A cada R$ 7,10 doados você possibilita a compra de uma Bíblia, que
será distribuída pelos colaboradores da Portas Abertas Internacional a pessoas que não conhecem Jesus e a cristãos que não têm acesso à Palavra de Deus.

Humildade

Ed René Kivitz

Infelizmente

Os últimos acontecimentos no meio “evangélico” brasileiro onde o Evangelho de Cristo foi relativizado por alguns, me levaram as seguintes conclusões:

Infelizmente alguns dos evangélicos não querem mais as doutrinas da graça, preferem prosperidade a qualquer preço.

Infelizmente alguns dos evangélicos não querem mais adorar a Deus, querem shows.

Infelizmente alguns dos evangélicos abandonaram as verdades do evangelho, preferem promessas!

Infelizmente  alguns dos evangélicos não querem mais pregar sobre arrependimento, querem vitória a qualquer preço.

Infelizmente alguns dos evangélicos não querem mais viver uma vida de quebrantamento, querem determinar as bênçãos de Deus.

Infelizmente alguns dos evangélicos  não querem mais as Escrituras Sagradas, preferem “o reteté de Jeová”.

Infelizmente alguns dos evangélicos não querem mais pregar o evangelho, preferem um cristianismo “cabalistico” cheio de números.

Infelizmente alguns dos evangélicos  não querem mais ser chamados de servos, preferem o titulo de apóstolo.

Infelizmente alguns dos evangélicos não querem mais viver uma vida simples, querem ser apóstolos.

Infelizmente alguns dos evangélicos não querem mais a mensagem libertadora da Cruz de Cristo, querem quebrar maldições hereditárias.

Infelizmente alguns dos evangélicos não querem mais a previdência divina, querem primicias.

Infelizmente alguns dos evangélicos não querem mais a graça, querem vender indulgências.

Infelizmente  alguns dos evangélicos não querem mais servir a Deus como mordomos, querem fazer de Deus o seu gênio da lâmpada mágica.

Dias dificeis os nossos!

“E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.” (II Pedro 2 :3)

Pense nisso!

Fonte: Renato Vargens

Síndrome de Nimrode

Quando Deus criou o homem, o fez com um propósito. Ele desejava que este se espalhasse por toda a terra, levando a sua imagem, semelhança e glória (Gn 1.8). Foi em Gênesis 11.4 que os homens se rebelaram contra o designo e decidiram fincar o pé em um lugar só ao invés de se espalhar. Eles desejaram ter seus nomes conhecidos em um crescimento localizado. Liderados por Nimrode, estes homens se ajuntaram em Babel, com o intuito de fazer notória e grandiosa a sua obra a fim de obter fama ao invés de se espalharem sobre a terra. Algo muito semelhante pode ser visto na igreja brasileira contemporânea. A cada dia que passa, podemos perceber um maior número de pastores, líderes e denominações acometidos da síndrome de Nimrode. Eles desejam a fama antes de qualquer coisa, querem tornar seus nomes conhecidos, levantar a bandeira dos seus ministérios, exaltar suas denominações, tudo isso através da construção se suntuosos templos, formando ao redor de si um império, ao invés de se preocuparem em levar a glória do evangelho aos continentes e ilhas remotas.

O plano de Deus, de Gênesis ao Apocalipse, sempre foi resgatar a humanidade perdida em todos os cantos da terra. Vemos no capítulo 12 de Gênesis a revelação do evangelho para todas as famílias da terra. Todos os povos da terra seriam abençoados em Abraão (Gl 3.6-8). Infelizmente os seus descendentes, a linhagem de Israel, cometeram o grave erro de pensar que Deus era propriedade exclusiva deles; esta nação jamais teve uma visão missionária como Deus queria. O que segue então é a história de um povo que, apesar de escolhido por Deus, conseguiu distanciar-se do Criador e do seu plano para as suas vidas, apropriando-se da Lei de Deus – que tem como base o amor (Mt 22.37-40) – e transformando em uma religião legalista e exagerada, que promove mais escravidão que libertação. Israel enfurnou-se, trancou a porta da salvação para eles e para outros, e ao invés de proclamar a glória de Deus entre os povos (Sl 67.2-3; Sl 96.1-3), passou a odiar os gentios e samaritanos.

É impossível fazer uma leitura do episódio do Antigo Testamento e não traçar um paralelo com a igreja brasileira contemporânea. Infelizmente, nossos pastores estão mais preocupados em construir impérios do que contribuir com o reino de Deus. A maioria não quer investir em missões simplesmente porque a igreja fundada no exterior não pode ser legalmente incluída no patrimônio da igreja mãe. Não bastasse isso, existe ainda o preconceito. Conheço um missionário que, depois de um período de grande escassez no campo, regressou a sua igreja com um pedido de auxilio financeiro. O pastor, entre tantas desculpas que poderia ter dado, preferiu ser franco, direto: “Eu vou pegar o dinheiro da igreja e gastar com índios? Larga mão de mexer com esse povo e vem logo pra cá, porque aquilo lá não é gente não! Eu vou investir aqui, onde o meu povo pode ver”. Basta um par de horas conversando com este missionário para perceber a profunda ferida gerada por este pastor. Passaram-se dois anos e a chaga ainda não cicatrizou.

Tal como Nimrode, a igreja brasileira (salvo raríssimas exceções) já não possui nenhuma noção do Reino dos Céus, mas continua a congregar-se ao redor dos edifícios (caríssimos), pensando que eles servirão de ponte entre Deus e nós (Gn 11.4). Não existe preocupação com valores espirituais: nossas comunidades só se preocupam com bens materiais, com cargos e poder. Nós confinamos Deus ao nosso gueto denominacional, e não estamos dispostos a ser espalhados pelo mundo a levar o evangelho de Cristo.

Mas para onde este descaminho irá nos levar? Creio que a resposta a essa questão pode ser encontrada na própria bíblia. Jesus declarou que muitos judeus tinham se tornando filhos do próprio diabo (Jo 8.44), tudo porque eles não estavam interessados em entrar no céu, nem facilitavam a entrada de outros.

Desperta, igreja! Desperta!

Fonte: Púlpito Cristão

O Espírito de Deus Tem Ciúmes?

Ou cuidais vós que em vão diz a Escritura: O Espírito que em nós habita tem ciúmes? Tg 4:5 (ACF2007)

Esta é uma passagem que apresenta considerável dificuldades de compreensão, se examinada mais atentamente e à luz de seu contexto. A questão que se levanta é se espírito se refere ao Espírito Santo, ao espírito humano ou a um espírito maligno. O que dá espaço à polêmica é a conotação negativa do termo ciúme, agravada pelo fato da passagem citada por Tiago não ser encontrada no Antigo Testamento na forma em que é expressa.A dificuldade é evidenciada pela variedade de formas com que “προς φθονον επιποθει το πνευμα ο κατωκησεν εν ημιν” (literalmente “com ciúme anseia o espírito que fez habitar em nós”), é traduzido. A Almeida Revista Corrigida diz “o Espírito que em nós habita tem ciúmes”, a Tradução Brasileira “com zelos anela por nós o Espírito que ele fez habitar em nós”, a Almeida Revista traduz “o Espírito que ele fez habitar em nós anseia por nós até o ciúme”, a Almeida Revista e Atualizada “é com ciúme que por nós anseia o Espírito, que ele fez habitar em nós” e a NVI traz “o Espírito que ele fez habitar em nós tem fortes ciúmes”. A Bíblia de Jerusalém apresenta “Ele reclama com ciúme o espírito que pôs dentro de nós?” e a Almeida Revista e Corrigida Anotada traz a seguinte alternativa: “Porventura o espirito que em nós habita, cobiça para inveja?”.Traduções em linguagens mais modernas também apresentam várias possibilidades. A Nova Tradução na Linguagem de Hoje diz “o espírito que Deus pôs em nós está cheio de desejos violentos”, a Bíblia Viva traduz “o Espírito Santo, que Deus pôs em nós, vigia sobre nós com terno ciúme” e a Versão Fácil de Ler “Deus quer que o espírito que colocou em nós viva somente para Ele”. Como se vê, pela simples comparação de traduções e versões fica difícil chegar a um consenso. É difícil até mesmo concluir se se trata de uma afirmação (“o espírito tem ciúmes”) ou uma pergunta (“o espírito tem ciúmes?”).
.
A Palavra Ciúme
.

Qual é o significado real do termo traduzido como ciúme? Ele deve ser tomado num sentido bom ou mau? No grego secular o termo phtoneo significa inveja “que faz com que alguém tenha ressentimento contra outra pessoa por ter algo que ele mesmo deseja, sem porém, possuí-lo” (DITNT). Embora pareça ser sinônimo de zelos, ciúme, os escritores clássicos distinguem um do outro. Enquanto zelos é “o desejo de ter aquilo que outro homem possui, sem necessariamente ter ressentimento contra aquele que o possui”, pthonos “se ocupa mais em privar o outro da coisa desejada do que em obtê-la”.

No Novo Testamento, a forma verbal ocorre apenas uma vez, enquanto que o substantivo aparece nove vezes. Em Gl 5:26 “invejando-nos uns aos outros” contrasta com “viver no Espírito” (Gl 5:25). Nas epístolas aparece em várias listas de qualidades más. Em Gl 5:21 é uma “obra da carne”, em Rm 1:29 é uma característica daqueles a quem Deus entregou a um “sentimento perverso”, e em Tt 3:3 dos inconversos. Em 1Pe 2:1 é algo que os crentes devem deixar para trás, 1Tm 6:4 diz que nasce de questões e contendas de palavras motivadas pela soberba. Os evangelhos (Mt 27:18; Mc 15:10) nos informam usando esse termo que foi por inveja que os líderes religiosos entregaram Jesus a Pôncio Pilatos. Em Fl 1:15 o termo é contrastado com “boa vontade”.

O que se pode concluir do uso bíblico de phthonos é que refere-se a um “sentimento de desgosto produzido por testemunhar ou ouvir falar da vantagem ou prosperidade de alguém” (Vine). E devido a esse sentido sempre negativo, jamais é utilizado em referência a Deus ou ao Espírito Santo, e se em Tg 4:5 o sujeito é Deus ou o Espírito Santo, trata-se de uma excepcionalidade e tanto.

O Texto Citado por Tiago

É impossível identificar com certeza qual passagem Tiago tinha em mente. Alguns acreditam que que ele não se referia a nenhuma passagem específica, mas fazia um resumo do ensino do Antigo Testamento. Porém a fórmula de introdução que usa, “a escritura diz” parece requerer uma citação direta. Vejamos algumas das possíveis passagens, sem pretender esgotar as alternativas.

Algumas passagens dizem que Deus é zeloso. Êxodo 20:5 diz que “eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso” e noutra parte “o nome do SENHOR é Zeloso; é um Deus zeloso” (Ex 34:14). Esse zelo divino é primeiramente voltado para a Sua glória, mas também por aqueles que lhe pertencem: “Zelei por Sião com grande zelo, e com grande indignação zelei por ela” (Zc 8:2). Esse zelo faz de Deus um fogo consumidor “o SENHOR teu Deus é um fogo que consome, um Deus zeloso” (Dt 4:24). Porém uma informação deve ser dada aqui. O termo hebraico usado nessas passagens, e em outras correlatas, quando citadas no Novo Testamento ou traduzidas na Septuaginta, é sempre zelos e nunca phthonos.

Uma passagem contraposta a essas é Gn 4:7: “Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar”. O que dizem que essa é a passagem que Tiago tinha em mente advogam que ciúme não tem a ver com o zelo divino, e sim com desejos pecaminosos dos homens. Nesse caso, espírito é usado em contraposição ao Espírito Santo. “Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam” (Gl 5:17). Outras passagens poderiam ser sugeridas (Gn 6:3; Is 63:8–16; Ez 36:17; Zc 1:14; 8:2-3), mas infelizmente não ajudam a elucidar a questão.

O Sujeito da Oração

Tendo levantado as questões anteriores, podemos nos voltar para a discussão da identidade do espírito. Faremos isso considerando quem é o sujeito na oração. As possibilidades são Deus, o Espírito Santo, o espírito do homem e o espírito maligno.

Até onde pude constar a única tradução que se aproxima (a conclusão é questão de interpretação) de um espírito maligno aqui é o Novo Testamento Judaico: “Ou vocês supõem que a Escritura fala em vão ao dizer que há um espírito em nós que deseja intensamente?”. Yiechiel Lichstenstein, citado no Comentário Judaico do Novo Testamento, diz “Em minha opinião, o espírito aqui se refere não a Deus, mas a Satanás”. Ele busca apoio no verso 7, que diz “resisti ao Diabo e ele fugirá de vós” e recorre a Gn 4:7 afirmando que “o espírito maligno é o impulso maligno em nós”, apoiando essa interpretação de Gênesis no Tamulde (Bava Batra 16a): “Ele é Satanás, o impulso maligno”.

Algumas traduções colocam Deus como sujeito e o Espírito (Santo ou humano) como o objeto do ciúme. Um exemplo é a Bíblia de Jerusalém: “Ele reclama com ciúme o espírito que pôs dentro de nós?”, seguida pela Fácil de Ler: “Deus quer que o espírito que colocou em nós viva somente para Ele”. Uma vez aceita essa tradução, resta saber a identidade do Espírito. Algumas versões trazem a expressão “que ele fez habitar em nós” (vamos passar ao largo da discussão sobre os manuscritos usados nas traduções). É uma expressão comum para se referir ao Espírito Santo e inédita em referência ao espírito humano. Nesse caso, é mais provável que espírito seja uma referência ao Espírito Santo.

Parece-me que a maioria das traduções colocam o Espírito Santo como sujeito. A Almeida Revista e Atualizada representam bem esse grupo de traduções e versões: “É com ciúme que por nós anseia o Espírito, que ele fez habitar em nós”. Porém, nem todas afirmam positivamente que o Espírito tem ciúmes, mas colocam a questão na forma interrogativa, que alguns entendem ser uma pergunta retórica, que pede um não como resposta, como sugere a nota da Almeida Revista e Corrigida Anotada: “Porventura o espirito que em nós habita, cobiça para inveja?”.

Finalmente, há a possibilidade de que espírito se refira ao espírito humano. A NTLH parece indicar isso: “O espírito que Deus pôs em nós está cheio de desejos violentos”. Apesar de grafar Espírito, com maiúscula, a Almeida Revista e Atualizada, também pode ser entendida assim. “O Espírito que em nós habita tem ciúmes”. E se “que fez habitar em nós” for admitido como possível para o espírito humano, outras traduções podem ser consideradas como apresentando o espírito humano como aquele que tem ciúmes.

Minha Posição

Pela complexidade da passagem, qualquer posição deve ser considerada provisória e sujeita a revisão. Portanto, não pretendo ser dogmático. Mas considerando que ciúme/inveja é tomado sempre num mau sentido na Bíblia e jamais utilizado tendo Deus ou o Espírito Santo como sujeitos, acho muito improvável que a divindade seja representada como tendo ciúmes (lembrando que zelo é uma tradução sui generis aqui). Além disso, o verso seguinte estabelece um contraste, dizendo “Antes, dá maior graça” (Tg 4:6). Portanto, creio que como em todo o Novo Testamento, aqui também ciúme tenha uma conotação má, incompatível com o caráter de Deus. Assim, vejo duas possibilidades: ou a sentença é interrogativa e retórica (“o Espírito tem ciúme? Não”) ou o espírito referido é o humano, tomado de paixões carnais. Das duas, fico com a primeira, mas considero a segunda também consistente com o contexto e com o restante da Bíblia.

Soli Deo Gloria

Fonte: 5 Calvinistas

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 144 other followers